Herdeiros da Vila - Foto: Agência de Fotografias

Os Bambinhas

“Como será o amanhã? O primeiro amor de um menino?”

Essas crianças herdam da família o amor pelo Carnaval.  Já nascem com o DNA do samba e crescem encorajadas a levar adiante a renovação da festa. As Escolas Mirins, criadas inicialmente como projetos sociais, em 1983, tem como objetivo preservar essa cultura para as futuras gerações,  além de promover a inclusão social nas comunidades onde estão inseridas. Atualmente, desfilam na terça-feira de Carnaval, encerrando as atividades da folia na Marquês de Sapucaí.

“A criançada no carnaval participa sempre com muita alegria e nos desfiles das escolas de samba os pequeninos ganham muitos pontos nos quesitos emoção e orgulho”, declara Arleson Rezende.

Mangueira do Amanhã – Foto: Alexandre Macieira/Riotur

E como cria das grandes escolas, elas foram surgindo e levaram a identidade de suas “Mães”:  Império do Futuro, Mangueira do Amanhã, Herdeiros da Vila, Filhotes da Águia (Portela), Aprendizes do Salgueiro, Estrelinha da Mocidade, Tijuquinha do Borel, Pimpolhos da Grande Rio, Nova Geração da Estácio, Inocentes da Caprichosos, Miúda da Cabuçu, Ainda Existem Crianças de Vila Kennedy, Infantes do Lins. Hoje há escolas mirins que não tem ligação com agremiações, como Golfinhos do Rio de Janeiro, Corações Unidos do Ciep e Petizes da Penha.

“Registros históricos comprovam como pioneira o Império do Futuro, com data de fundação em 05 de agosto de 1983. O objetivo era ofertar às crianças e jovens, além da manutenção de elementos da cultura do nosso país – e claro, da nossa cidade – apresentar o samba e o jongo, tão difundidos no Morro da Serrinha”, Arleson Rezende

Aprendizes do Salgueiro – Foto: Raphael David/Riotur

Com 16 escolas filiadas, o desfile é organizado pela Associação das Escolas Mirins do Rio de Janeiro – AESM-RIO, que esse ano no mês de Junho completa 15 anos, sob a batuta de Edson Marinho. E já conta com um CD oficial dos sambas enredo. Os melhores em cada segmento são premiados. São considerados todos os quesitos avaliados no Grupo Especial, além da Ala de Passistas, Intérprete, Baianas, Conjunto, Rainha de Bateria e todos os jurados apontam qual escola teve a melhor comunicação com o público. Elas recebem os troféus oficiais: Olhômetro e Estandarte do Samba Mirim.

Tijuquinha do Borel – Foto: Raphael David/Riotur

Enfim, essas crianças cresceram  e, hoje, são constantemente requisitadas pelas escolas “mães” em busca de novos integrantes.  A idade limite para os componentes é de 18 anos, exceto para os intérpretes e coreógrafos da comissão de frente, que podem ter de 21 a 25 anos.

“O trabalho que é feito na base serve às agremiações adultas desde sempre e não é difícil  encontrar adolescentes de 15 anos brilhando em todos os grupos”, declara Edson Marinho

Das escolas mirins saíram nomes como: Dudu Nobre, Lucinha Nobre, Evelyn Bastos, Daniel Werneck, Leonardo Bessa, Zé Paulo Sierra, Igor Sorriso, Emerson Dias, Raphael Rodrigues e tantos outros.

A nova geração de bambas!

 

 

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